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2012: O Ano Em Sneakers – Janeiro

Como acontece todo ano, é hora de recapitularmos o que de mais importante aconteceu no universo sneakerhead nos últimos doze meses.
2012 foi um ano agitado, marcado pela volta das filas  (com força total), por lançamentos cada vez mais disputados, inovações técnicas e por uma mudança, visível e incontestável, no mercado de sneakers brasileiro.


Tudo começou em janeiro, com o anúncio de que a divisão para skate da NIKE – antes conhecida somente como NIKE SB – sofreria uma mudança profunda, passando a incorporar a extinta NIKE 6.0 e dando cada vez mais atenção aos modelos de performance. O que se viu, na prática, foi um sumiço das versões mais bombadas do DUNK (principalmente aqui no Brasil), que prometem voltar com força total num futuro breve e o fortalecimento da “nova” divisão de ACTION SPORTS entre os skatistas de todo o mundo.

ADIDAS e JEREMY SCOTT continuavam firmes no propósito de tornar cada vez mais difícil definir o que era ousadia de bizarrice e o gorila era o animal da estação, junto com o onipresente leopardo. Detalhe importante é que essa foi a primeira das coleções que caiu nas graças dos sneakerheads mais “tradicionais”, com as edições denim e USA do JS WINGS esgotando nas lojas de todo o mundo – menos por aqui, onde foram parar até nos outlets.

Tradição de todos os anos, o ano novo chinês era comemorado pela NIKE na forma de um pacote especial, que incluía a primeira das edições DRAGON do AIR FORCE 1 – que levaria longos meses até transpor a burocracia brasileira e aterrissar nas lojas daqui.

A mesma NIKE prosseguia experimentando adicionar solado de LUNARLON a cabedais clássicos, ao mesmo tempo em que criava versões mais casuais de modelos originalmente esportivos, como o LUNAR FLOW, que apareceu primeiro em couro premium, para depois estrear o ano do trançado (WOVEN) na marca do swoosh.

A VANS, inquestionável sucesso de vendas das últimas estações, embarcava na onda das estampas animais, em parceria com os havaianos da IN4MATION com edição snake do CHUKKA LOW, bem mais fotogênica do que bonita, na vida real, além de reforçar sua longa parceria com a SUPREME pro meio de versão especialíssima do HALF CAB, cortada artesanalmente pelo próprio STEVE CABALLERO.

A mesma onda “animal” era surfada pela ADIDAS, que, em parceria com os japoneses da KINETICS, mandava para o mercado asiático uma releitura do SUPERSTAR que reunia onça, cobra e pelos num modelo só.

Pele de animal era também o tema da edição comemorativa dos 25 anos de REEBOK WORKOUT imaginada pela REEBOK, só que ao invés de apostar em felinos, répteis ou anfíbios, HIKMET e cia escolheram o reino dos peixes, usando couro de tilápia no luxuoso (e caro) modelo.

OS tênis para corrida, retrôs ou não, ensaiaram uma volta à cena – ação que deve se confirmar pra valer em 2013 – com a NIKE trazendo de volta o MAYFLY e a SUPRA migrando do skate para o estilo das pistas com o anúncio do OWEN, que ganharia edições assinadas ao longo dos próximos meses.

O primeiro mês do ano ia chagando ao fim com a marca do swoosh retomando parceria com os asiáticos da CLOT, BARACK OBAMA, iniciando campanha de reeleição, recebendo um SPIZ’IKE das mãos de SPIKE LEE e um paradoxo: ao mesmo tempo em que anunciava o ROSHE RUN, tênis marcado pela simplicidade de construção e pelo baixo preço (atributos que conquistaram uma legião de fãs fiéis em bem pouco tempo), a marca de BEAVERTON assumia um posicionamento como “fabricante de tecnologia esportiva”, apresentando ao mundo a FUELBAND, gadget incluso nas listas de top do ano por muita gente que entende do assunto.