30 Pares De Mizuno MXR Foram Tratados Por JW Studios

16 abr 2026

O JW STUDIOS – que já havia usado corante natural derivado de caqui fermentado no MIZUNO MXR “Kakishibu” – dobra a colaboração ao anunciar que a versão “Kuro Gaki” — igualmente limitada — já teve seu raffle liberado por este link.

A novidade é centrada na união entre o design moderno de calçados e o artesanato tradicional japonês, celebrando a raridade e a técnica ancestral desenvolvida a partir do “caqui preto”, uma madeira extremamente rara e valiosa com centenas de anos, que desenvolvem padrões internos escuros.

O cabedal do tênis utiliza o tingimento Kakishibu, um método tradicional que usa o suco fermentado de caquis verdes. No caso desta colaboração, o processo resultou em um tom de roxo profundo e orgânico, conferindo uma estética artesanal única a cada peça que teve uma produção restrita a apenas 30 pares em todo o mundo.

Cada par possui a inscrição “1/30” na língua, reforçando seu valor como item de colecionador.

Para entender essa edição, é preciso mergulhar em elementos da cultura japonesa que transformam um simples objeto em uma peça de arte espiritual e histórica.

A madeira Kurogaki (Caqui Preto) é um dos materiais mais lendários do Japão. Apenas uma em cada mil árvores de caqui (especialmente as com mais de 200 anos) desenvolve o padrão negro em seu cerne por motivos ainda não totalmente explicados pela ciência. O caquizeiro é visto como um símbolo de esperança; no Japão, existem árvores descendentes de exemplares que sobreviveram à bomba de Hiroshima, representando o triunfo da vida.

No Budismo, o caqui simboliza a transformação e o “Caminho Óctuplo”. Historicamente, objetos feitos desta madeira — como baús de chá ou móveis de templos — eram destinados apenas à nobreza e aos shoguns.

O acabamento roxo profundo do tênis vem do método de tingimento natural milenar originalmente usado para fortalecer redes de pesca e impermeabilizar papéis e guarda-chuvas. Ele tem propriedades antissépticas e repelentes de insetos. Diferente de corantes químicos, o Kakishibu “envelhece” com o sol e o uso, tornando-se mais profundo e adquirindo um caráter individual ao longo do tempo.

Fonte: Sneaker News

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