Recentemente, em uma conferência com o analista RANDY KONIC, da JEFFERIES, JOSH LUBER, do STOCKX, deu alguns palpites sobre a JORDAN BRAND.
Em matéria publicada pelo Business Insider, LUBER defende que a marca perdeu muita relevância nos últimos dois anos, considerando que em 2015 ela dominava o mercado de revenda, com 96% do market share, contra 1% da ADIDAS, e hoje tem que conviver com um índice de 45% da marca das três listras.
Os motivos listados por ele são dois:
- O estilo mudou e as pessoas hoje estão mais conectadas às tendências dos tênis de corrida, junto com modelos mais finos e esguios, o que fez a marca se distanciar dos seus consumidores, apesar da tendência dos modelos parrudos estarem logo ali.
- Por muito tempo, a marca ostentou a fama de ser limitada, não conseguindo atender à demanda e esgotando seus pares rapidamente em todos os pontos de venda. Hoje, a oferta é super alta e os preços encareceram, acabando com o mito dos modelos “inacessíveis”.
Ainda assim, a JORDAN BRAND poderia manter sua grande parcela no mercado de revenda, pois, apesar da maioria do seu portfólio ir contra tendências de moda, o fato dela produzir seus produtos em quantidades limitadas, que se esgotam rapidamente, sustentaria o desejo dos consumidores pela marca. Porém, essa estratégia poderia representar uma armadilha para a marca, afinal voltar a limitar a oferta resultaria numa redução do faturamento e ganhos.
LUBER ainda defende que o melhor a se fazer para a marca, a longo prazo, é protegê-la, pensando muito mais no valor que ela tem do que no seu faturamento.
E você, acha que a marca de MICHAEL JORDAN, com todos os seus “novos modelos”, quase sempre ignorados pelo mercado sneakerhead, e pares de edições retrô distribuídos aos montes, a cada semana, está seguindo pelo caminho correto?

Fonte: Business Insider
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