Esta nota vai contar a história de um projeto que tinha tudo para ser promissor e impulsionador do movimento contra a violência a mulher, mas que caiu no esquecimento – estamos falando da coleção “Respect ME” em que MISSY ELLIOT e ADIDAS se encontram numa colaboração que até tinha uma boa intenção.

MISSY, que sempre se mostrou como uma mulher notável e respeitável no universo hip hop já fazia uso de inúmeros artefatos das Três Listras onde quer que fosse, entre roupas, tênis, acessórios e tudo isso interligado a seu estilo que fugia do sexismo que as mulheres enfrentavam neste cenário pra se mostrar relevantes.
Entre 2003 e 2005 vimos surgir uma coleção que traria impacto fashion, social e musical pelo olhar MISSY ELLIOT na concepção da linha “Respect ME” junto a ADIDAS. A patente se mostrou popular e relevante desde o princípio, tinha um catálogo bem abrangente em roupas, tênis e acessórios que muitas vezes eram de gênero neutro e exibiam muita atitude em cada lançamento, além de fincar o marco de ELLIOT ser a primeira rapper feminina da história a lucrar com um endosso de roupas esportivas.































O nome “Respect ME”, além de fazer uma analogia a sigla de MISSY ELLIOT, ainda carregava em si algo muito mais intrínseco, como a luta contra a violência a mulher, uma vez que lá em seu princípio buscava alinhar a atuação político social da cantora a uma patente que exibisse muito de seu estilo pessoal e afeição pela marca em peças que descrevessem sua personalidade forte, o não-sexismo e o respeito a todos os corpos que a vestissem.
A intenção começou muito boa: parte dos lucros seria destinado a a organização sem fins lucrativos “Break the Cycle” apoiada por MISSY desde a década de 1990 por um motivo pessoal, já que tanto ela quanto a mãe já haviam passado por episódios de violência por parte do pai da artista até que mãe decide fugir para criar sozinha nossa pequena Melissa Arnette Elliott.
A campanha gerou popularidade instantânea por beber com gosto na moda que hoje tratamos como Y2K em peças de veludo, tecido acetinado, cortes retos, brilho por detalhes metálicos e visuais que combinassem bem de forma independente ou conjunta com outros elementos da linha.
A comoção da campanha foi tamanha que além de gerar um novo laço de união da música com a moda, e colocar ambos envolvidos no topo das paradas de sucesso, ainda foi motivo de um campeonato de dança para escolher modelos para estrelar a campanha global e ainda sair com cachê e um kit recheado de peças da colaboração.




















Até aqui, todas as pontas pareciam conectadas, certo? Fato é que o acordo não foi muito bem explicado ou executado, e os lucros devidos não foram pagos, o que desencadeou um processo milionário que repercutiu por anos, com alegações de que a ADIDAS teria feito uso indevido da marca da instituição em mais de 40 produtos sem um acordo formal autorizando seu uso. Como se não bastasse, até a Rainha da Dinamarca teria alegado que o logotipo da coleção infringia o monograma real.
E aí, você conhecia todos esses detalhes dessa coleção e seus desdobramentos?
Fonte: All Hip Hop, W Magazine, The Spin Off, Complex, Billboard
-
Mizuno Prophecy Moc

Comprar
$1.999,99 -
PUMA H-Street OG

Comprar
$599,99 -
Nike Shox R4

Comprar
$1.299,99 -
ASICS GEL-Kayano 14

Comprar
$999,99

