O pack NIKE AIR MAX “Lost Samples” (também conhecido como “Lost & Found”) celebra o 40º aniversário da linha AIR MAX. Silhuetas clássicas com um visual propositalmente envelhecido e estéticas de samples/protótipos de arquivo resgatam a essência do design de Tinker Hatfield e da icônica NIKE.
Deste modo, a forma como os tênis deixaram de ser apenas artigos esportivos utilitários e passaram a ser símbolos de identidade e rebeldia urbana pode ser materializada. Tudo começa pelo AIR MAX 1, em que o vermelho vibrante (Sport Red) foi escolhido para que o calçado fosse visível à distância nas pistas de corrida e nas ruas, para chocar e atrair os olhos diretamente para a nova janela de ar.
Esta versão adiciona acentos azuis nos ilhóses superiores, na etiqueta da língua e no solado. Culturalmente, isso simula os chamados colorway tests de laboratório. Nos anos 80, antes da produção em massa, os designers testavam pigmentos alternativos em partes pequenas do tênis para ver como os materiais reagiam. A cápsula AIR traseira deste modelo ganhou um aspecto fosco e opaco, imitando a oxidação natural do poliuretano após 40 anos guardado.


Batizada originalmente de “Hyvent Orange” (e mais tarde imortalizada como “Infrared”), essa cor quase neon do AIR MAX 90 nasceu para celebrar a virada da década. Nos anos 90, ela virou o calçado definitivo da cultura Gabber e do movimento Hip-Hop em Berlim e Londres, simbolizando a transição para a música eletrônica de ritmo acelerado e o visual agressivo das ruas.
Inspirado diretamente no aclamado conceito “Lost & Found” (visto originalmente no AIR JORDAN 1), esta edição foca na arqueologia dos tênis, em que o cabedal traz uma malha têxtil intencionalmente amarelada, o painel “Infrared” do calcanhar apresenta ranhuras e marcas de desgaste, e o clássico bloco de cor texturizado da entressola simula uma pintura descascada. Uma representação perfeita do tênis esquecido em um estoque antigo (deadstock) de uma loja de bairro dos anos 90.


Desenhado por Sergio Lozano, o AIR MAX 95 inspirado na anatomia humana (costelas, músculos e vértebras) e nas camadas de erosão da Terra. A escolha do degradê cinza serve para camuflar a lama e o desgaste das corridas na chuva em Londres e Nova York, enquanto o verde “Neon” destacava os pontos de tecnologia. O modelo se tornou o tênis de maior impacto cultural no cenário de hip-hop do Reino Unido, e ficou conhecido popularmente por 110, seu valor de etiqueta.
A versão deste pack faz uma brincadeira com o famoso conceito “Greedy” (que mistura protótipos), por isso mantém a base cinza degradê, mas substitui os passadores de cadarço e as bolhas de ar por um tom de laranja intenso, além de trazer o interior do tênis inteiramente em preto. Culturalmente, isso faz referência direta aos arquivos secretos da marca, onde protótipos com paletas de cores invertidas eram arquivados por serem considerados “espetaculares ou ousados demais” para o mercado conservador daquela época.



Provavelmente, o lançamento dessas novidades ocorra no final de março de 2027, para se alinhar com as principais festividades do Air Max Day (26 de março).
Fotos: Sneaker News
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