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[On-Feet] Nike Free Flyknit

Começando do jeito mais tradicional, com um breve resumo histórico, em fevereiro de 2012, a NIKE apresentou ao mundo o FLYKNIT, um tricô tecnológico que revolucionaria os tênis para corrida graças à possibilidade de criação de modelos mais leves, respiráveis, sem costuras e com uma produção mínima de detritos para o meio-ambiente.
A novidade chegaria às lojas seis meses depois, em Agosto, na forma dos FLYKNIT RACER e TRAINER, pensados para corridas curtas e treinamentos diários, respectivamente.
Antes disso, edições especiais, assinadas por HIROSHI FUJIWARA, TINKER HATFIELD e MARK PARKER já arrebatavam sneakerheads do mundo inteiro.

Um ano depois daquele anúncio, era a vez de um tênis com amortecimento mais robusto e cabedal de FLYKNIT ser lançado: chegava ao mercado o FLYKNIT LUNAR+ 1, com solado LUNARLON de dupla densidade e uma cartela de cores que deixou muita gente sem conseguir escolher apenas um par. Pouco depois dele, mais uma geração casual, e os FLYKNITS CHUKKA aterrissavam nos revendedores da linha SPORTSWEAR.

Mantendo a tradição de termos colocado nossos pés antes em FLYKNIT HTM, RACER e LUNAR+ 1, publicamos hoje nossas primeiras impressões do FREE FLYKNIT, a mais recente geração de modelos para corrida da NIKE, com o cabedal de tricô, que chega às lojas de todo o mundo a partir de hoje – e já está disponível em diversos revendedores brasileiros.
De novo, o ponto de vista aqui é 100% casual e sneakerhead. Não usamos o tênis para corrida – e esse é o seu propósito primeiro – mas apenas relatamos como um apaixonado por tênis (de corrida, sobretudo) recebeu a novidade.

Pra começar, uma constatação: o visual do FREE FLYKNIT, sempre “encurvado”, não é nada convencional e a minha primeira impressão quando vi fotos (clandestinas) do tênis, meses atrás, não foi nem um pouco boa – e olha que sou fã declarado, do material e da plataforma FREE.

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No dia da apresentação oficial – parte da nova estratégia da NIKE, batizada NATUREZA AMPLIFICADA (que busca, cada vez mais, criar modelos que simulem os movimentos naturais dos pés) – comecei a ver o desenho do tênis com um pouco mais de simpatia, talvez movido pela curiosidade que promessas como “áreas de diferentes compressões” e “ajuste perfeito do cabedal”, aliadas à flexibilidade do solado FREE 5.0, despertaram em mim. Ou talvez porque sempre fui adepto das silhuetas menos convencionais, mesmo, sobretudo aquelas criadas para os corredores. Gosto e ponto.

Quando vi as primeiras fotos do FREE FLYKNIT nos pés o tênis me ganhou e parti em busca de conseguir um par o quanto antes. Mal contive a ansiedade de sentir como o modelo funcionaria #nomeupé.
Tênis em casa. Esquisito eu já sabia que ele era, mas a minha primeira impressão quando abri a caixa foi: “meu pé não vai entrar aí nem fu!”. E eu estava quase certo.

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Acho que aqui cabe uma breve explicação: não tenho nenhuma anomalia nos pés, nem acho o formato deles muito diferente da média. Mas tenho o peito do pé mais alto e isso às vezes é um problema com silhuetas específicas.

O FREE FLYKNIT, por sua vez, tem as tais “áreas de diferentes compressões” e a região do colar, que abraça seu tornozelo é mais poderosa delas. Pense num elástico daqueles bem resistentes.
Pois bem, vencida a resistência inicial para vestir o tênis a sensação era mesmo de ajuste total. No meu caso, especificamente, ajuste total um pouco além da conta.

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A experiência de usar o tênis sem meia, já que seu cabedal é praticamente uma meia de tricô, não foi das mais agradáveis, o que não me deixou, no primeiro dia, mais do que quinze minutos com o FREE FLYKNIT nos pés – pés esses que ficaram bem marcados com o desenho da trama por alguns minutos. Sim, sou muito branquelo.
Pensei que pudesse ter errado no tamanho, mas não, já que sobrava um tantinho na parte do dedão. Então arrisquei, no segundo dia, uma meia bem fina, daqueles modelos de desenho imperceptível com um stop de silicone no calcanhar.
Bingo! Estava solucionado o problema de ter um pé desenhado, depois de tirar o tênis.

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Nesse segundo dia fui com fé e usei o FREE FLYKNIT para atividades que me exigiriam alguns minutos caminhando. Aí entendi a mágica: a elasticidade (excessiva) foi dando espaço a um ajuste perto do perfeito. Pelo menos no pé direito, e enquanto estava me movimentando.
O esquerdo, num período mais extenso parado, começou a reclamar, dando até uns sinais breves de dormência. Nada que não tenha passado assim que comecei a me movimentar, novamente.

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No resumo da ópera, minha conclusão – pelo menos nesses dois primeiros momentos de uso – é que o FREE FLYKNIT não se dá muito bem com que tem pés mais altos e/ou gordos.

Visualmente, como um tênis casual, acho que o modelo funciona muito bem, principalmente para quem é adepto de um estilo um pouco mais moderno de vestir.
A cartela de cores disponível é um outro ponto forte e a vontade de ter – e usar! – outras dessas combinações é o que me faz dar novas chances ao modelo de se entender melhor com o formato do meu pé.
Afinal, a tendência natural de todo elástico é ir cedendo e se adaptando com o tempo. Assim espero.

Por enquanto, pra mim, o tênis só me deixou confortável em momentos de movimento e me incomodou nos minutos parados, mas isso talvez seja só um sinal de que passou da hora de me mexer mais um pouco.

Vou pensar na possibilidade e continuar dando mais algumas chances ao FREE FLYKNIT de me ganhar de verdade, como fizeram seus outros “familiares”.

UPDATE 2/8/2013: atendendo a pedidos, vou atualizando aqui com as minha impressões sobre o tênis com o passar dos dias – e do uso.
Hoje insisti – não porque sou brasileiro e adepto daquele clichêzão do “não desisto nunca”, mas porque queria MESMO dar mais chances do FREE FLYKNIT me ganhar – e pela terceira vez o usei o tênis, agora por um período ainda mais longo do que na segunda.
Antes de vestí-lo, pensei em não ter dó e dar uma boa laceada no elástico do colar, com as mãos mesmo e sem medo de ser feliz. Deu certo!
A experiência de hoje – com quase 5 horas com ele nos pés – já foi beeeem mais agradável, chegando muito perto da promessa do “ajuste perfeito”. E olha que nem caminhei tanto assim!
Tá certo que o pé direito continua infinitamente melhor do que o esquerdo, mas já vi que, muito provavelmente, é uma questão de usar mesmo – e bastante – o tênis.
Então, lá vamos nós!

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