Buscar por conteúdo

#NMDSBR – As Origens Do Adidas NMD – Capítulo 2: Micro Pacer

Encarando seu rico arquivo como uma ferramenta auxiliar na construção do futuro, e não apenas como um museu sagrado, de onde, eventualmente, são resgatados e reeditados os modelos clássicos do passado, a ADIDAS ORIGINALS tem criado novas plataformas como o TUBULAR, lançado em 2015, e é a partir desse pensamento – do olhar para o passado, mirando no futuro – que surge o NMD, uma nova família apresentada pela marca das 3 listras no final do último ano, que já tem representantes circulando nas lojas e que promete ser das grandes estrelas de 2016.

Para entender melhor essa criação, “motivada pelo desejo de experimentar”, mergulhamos no universo da ADIDAS, avaliando cada um dos componentes – do passado e do futuro – que contribuíram para criação dessa nova plataforma.

H20227_OR_Key_Product_S79162_Heel_dynamic

Esse mergulho deu origem a uma série de posts especiais, que segue revisitando os três runners da década de 1980 que emprestaram sua cara mais “técnica” para os novos modelos.

1985 RUNNING CAT (arrastado)

Depois de BOSTON SUPER, é a vez do MICRO PACER (ou MICROPACER, como aparece muitas vezes grafado), aquele que é considerado “o pai dos tênis inteligentes”.

1985 RUNNING CAT (arrastado) 1   1985 RUNNING CAT (arrastado) 2
O MICRO PACER nasceu em 1984, a tempo das OlimpíadaMicropacer-Technology-to-go_Page_2s de Los Angeles, e seu principal trunfo era um avançado (para a época) microprocessador, que oferecia medições de passos, calorias e “velocidade”. Uma pequena tela de LCD e dois botões posicionados sobre a proteção de cadarços, no pé esquerdo, davam acesso às funções e o combo prata, azul e vermelho, usado na versão original do tênis, reforçava sua vocação futurista.

Tanta inovação, e um salgado preço (entre 125 e 150 dólares, na época) renderam ao modelo um clássico artigo na NY Magazine, em que ele era comparado ao PUMA RS COMPUTER – um tênis que se conectava aos raros computadores domésticos (Apple Ille oi Comodore 64) por meio de cabos – e tinha sua performance devidamente avaliada.

O britânico William Johnson é creditado como o pai da criança, e sua ideia chegou à ADIDAS em 1981, três anos antes do tênis ganhar, de fato, o mercado.

Além de batizar o livro de George Orwell, 1984 foi um ano bastante emblemático para a evolução tecnológica, parte de uma época em que se imaginava um futuro bem distante do que vivenciamos hoje. Câmeras de vídeo portáteis e vídeo-games representavam o começo da democratização dessa tecnologia e ter um microprocessador no seu tênis era, sem dúvidas, revolucionário.

 

 

 

 

 

micropacer-smart-running-shoes_page_21985

Mas o (alto) peso do MICRO PACER, junto com seu (também alto) preço e a (baixa) tiragem – supostamente 10 mil pares na produção inicial, feita em couro metálico, suede e náilon – não fizeram do tênis exatamente um sucesso comercial. Por outro lado, duas décadas depois de nascido, o modelo, reconhecidamente um marco no quesito tecnologia para corrida, virou um ícone de estilo, ganhando reedições disputadas por sneakerheads de todo o mundo, além de colaborações com nomes como UNDFTD e Neighborhood e versões luxuosas, feitas a partir de materiais sofisticados.

micropacer-undftd-1      

           

 

Para a plataforma NMD ficou o legado inovador e futurista do MICRO PACER, suas linhas arrojadas e os blocos de cores vistos, sobretudo, no solado dos modelos atuais – pensados para uma exploração urbana sem fronteiras.

O astro do próximo capítulo dessa série especial é o RISING STAR, terceiro runner dos anos 1980 que serviu de fundamento para a criação da família NMD – que desembarca no Brasil a partir de 17 de Março, primeiro com um grande pack de versões masculinas e femininas, e depois com novas cores e modelos distribuídos ao longo desse primeiro semestre do ano.