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Puma Rider: De Olho no Futro

Conteúdo digital da Revista SBR#15

Na década de 1980, a PUMA começou a produzir um dos tênis de corrida mais importantes da sua trajetória no esporte, o Fast Rider. Tratava-se de um modelo especialmente pensado para os corredores/caminhadores urbanos que, no entendimento da marca alemã, não tinham, até então, um calçado específico que atendesse às suas necessidades.

O que o destacava dos demais concorrentes era o uso de cores vivas em seu cabedal – forma de se manter visível nas ruas quase sempre encobertas de neblina da Alemanha – a leveza (apenas 279 gramas, algo bem inovador na época) do mesh e náilon usados em sua execução e o solado, um tanto mais robusto que os convencionais, marcado por uma entressola de EVA e sola com “dentes” em formato de pistão (peça do motor de automóvel), batizada Federbein. Construção e funcionalidade reconhecidas pelas menções em revistas de corrida da época, como a Runner’s World, que lhes conferiu 5 estrelas.

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O Fast Rider fora antecedido pelo Easy Rider, em 1978, e deu origem a uma família de tênis para corrida que contava com dois outros integrantes, um pensado para leveza, chamado Lite Rider, e o Track Rider, que entregava tração.

O primeiro resgate da silhueta aconteceu somente em 2010 e agora, aos 40 anos de idade, uma nova releitura do PUMA Fast Rider dá origem a uma nova família de calçados, não mais pensados para a performance, mas que incorporam diversos dos elementos que imortalizaram as gerações originais.

Nascem, assim, Style Rider e Future Rider, dois tênis que carregam consigo aquela sensação de memória afetiva ao manterem intactos alguns dos elementos imortalizados no antigo Fast Rider, agora atualizados para os consumidores do futuro, que demandam estilo, sem abrir mão de uma certa dose de nostalgia.

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Estão lá presentes as linhas angulares do cabedal e até os pistões do solado, redesenhados e com aspecto mais sutil, já que tração agora, com o uso casual, não é mais requisito tão essencial.

O primeiro dos esquemas de cores reviveu combinações de época, seguido por um pack batizado ‘Ride On’, que combinava base branca de náilon com detalhes em camurça roxa, cadarços e costuras vermelhas, áreas plásticas verdes, um nada discreto painel traseiro metálico e Formstripe preta.

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Depois, vieram os ‘Play On’, sempre tendo as cores vivas e combinações pouco óbvias dos calçados para corrida dos anos 1980 como fonte de inspiração, e a promessa é de que o legado da família PUMA Rider seja não somente mantido e reverenciado, como ajude a marca alemã a continuar escrevendo uma história de sucesso que junta passado e futuro, ou Futro, expressão cunhada pela própria empresa a partir da junção de “futuro” e “retro”, bem como gostam os jovens consumidores que não viveram certa época do tempo, mas fazem questão de adotar seus códigos como forma de se diferenciar.

O Futro, então, já chegou.

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