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Nike Air Max Zero: A História Por Trás Do Primeiro Air Max

Há algum tempo já se sabia que a NIKE preparava um grande lançamento para o AIR MAX DAY de 2015.

Os rumores apontavam para o que seria “o AIR MAX antes do AIR MAX”, e é a própria marca do swoosh quem, hoje, nos conta, oficialmente a história.

O que é o zero? Do ponto de vista matemático, nada, um número criado para representar a ausência. Para a NIKE, porém, ele representa o começo, a ideia inicial que conduz à criação de grandes invenções.

Assim, o zero se transforma no AIR MAX ZERO – um conceito colocado no papel há 29 anos que resultou em quase três décadas de inovações.

Aquele que não foi o primeiro AIR MAX.

Sem ele, entretanto, o AIR MAX 1 não teria existido.

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O AIR MAX ANTES DO AIR MAX

O Nike Air Max Zero foi o primeiro passo. “Não houve briefing, não houve pesquisa. Houve uma única revelação”, lembra Tinker Hatfield, lendário designer de tênis da Nike, falando sobre os primeiros esboços da cápsula de Air visível. “Pensei: ‘por que não desenhar um tênis de corrida novo, bacana, que revelasse ao mundo o que de fato era o Nike Air?’”

Na época, a tecnologia Nike Air já havia sido apresentada ao público, e fazia grande sucesso entre os amantes da corrida. Mas Hatfield sabia que aquilo não bastava. Era preciso expandir a ideia de ter ar sob os pés.

“Eu me lembro de ter pensado que estávamos construindo cápsulas de Air cada vez maiores; lembro de achar que as pessoas precisavam ver e entender a ideia”, diz ele.

A Nike tinha a tecnologia, mas era preciso encontrar a embalagem perfeita para mostrá-la ao mundo. Hatfield pegou o papel e a caneta e foi fazer exatamente isso.

O que ocorreu depois é história, certo? Hatfield foi a Paris, onde viu o Centro Pompidou, e se sentiu inspirado pelo desenho sem igual do edifício, que parece uma construção virada pelo avesso. Ao voltar para Oregon, ele se sentou diante da prancheta e deu vida ao conceito do Air visível, na forma de um tênis de corrida inovador.

Essa é a história que a maioria das pessoas conhece, mas as coisas não aconteceram bem assim. O Nike Air Max 1 não foi desenhado num tiro só. Ele foi resultado de várias tentativas e erros, das quais uma das primeiras foi o conceito do Air Max Zero. Inconscientemente, Hatfield partiu de designs que só ganhariam formas concretas anos depois. Ele centrou esforços na criação de um tênis que tivesse o necessário para garantir o máximo conforto e um melhor desempenho.

“Pensei em esculpir entressola para deixá-la mais minimalista, elevada onde fosse necessário, garantindo suporte, e mais baixa nas outras áreas”, lembra o designer.

O cabedal foi desenhado com o objetivo de ser confortável e ajustado ao formato do pé – sem biqueira, numa ideia tirada do Nike Sock Racer, lançado em 1985. O esboço também trazia uma tira externa no calcanhar, sem apoio, em um conceito de design que só seria concretizado no Nike Air Huarache, apresentado em 1991.

“Aquilo foi anterior ao Huarache. É mais ou menos como desenhar uma sandália que tem uma tira de couro em cima do osso do calcanhar”, recorda Hatfield.

Resumindo: Hatfield desenhou um tênis tão avançado que, naquele momento, não podia ser produzido.

“Em muitas formas, o modelo estava à frente de seu tempo”, diz ele. “Não apenas por causa da aparência, mas também pela estrutura. A tecnologia e os materiais disponíveis na época não eram avançados o bastante para executar aquela visão original”.

Diante dessa realidade, Hatfield se viu forçado a reinterpretar o primeiro desenho. Isso levou à criação do Air Max 1, que acabou sendo o início de uma revolução na indústria dos tênis de corrida. A bolsa de Air visível logo avançou da corrida para o basquete. Com o tempo, o Nike Air Max ultrapassou as fronteiras do esporte e se transformou num produto essencial de lifestyle, reconhecido em todo o planeta.

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A VOLTA DO ESBOÇO PRÓDIGO

O Air Max Zero ficou perdido durante quase 30 anos em meio à constante evolução da família Air Max. Mas durante uma pesquisa em busca de fontes de inspiração para comemorar o Air Max Day, a equipe de design da Nike Sportswear encontrou o esboço de Hatfield e o achou interessante.

“Estava havendo uma exposição da retrospectiva do Air Max, com os primeiros protótipos e amostras que nunca tinham chegado a ser produzidos”, conta Graeme McMillan, designer da Nike (e entrevistado da edição 7 da REVISTA SBR, onde falou sobre o ROSHE RUN) encarregado de tirar o Air Max Zero do papel. “Foi como uma escavação arqueológica. Ali estavam peças que só podem ser vistas por quem trabalha lá dentro”.

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Quando a equipe descobriu a origem do esboço, decidiu na hora o que deveria ser feito.

“O esboço nunca chegou a ser totalmente concretizado”, continua McMillan. “Pensamos que seria muito legal dividir aquela ideia com o mundo e contar a história por trás do desenvolvimento dessa família de produtos”.

A primeira impressão que McMillan teve sobre o desenho de Hatfield foi uma definição perfeita para o esboço original.

“Parecia uma versão contemporânea do Air Max 1”, explica.

McMillan notou imediatamente as referências ao Huarache e ao Sock Racer no forro interno e na tira ao redor do calcanhar, que fugia aos padrões tradicionais. Ele logo começou a sentir a pressão com a qual teria que lidar: agora, cabia a ele reinterpretar o desenho de Hatfield, para que o modelo finalmente pudesse ser produzido.

“É uma grande responsabilidade fazer jus ao primeiro desenho de modo que ele seja fiel ao original e, ao mesmo tempo, acrescente um elemento de inovação que permita construir o tênis de uma forma que teria sido impossível em 1987, quando o Air Max 1 foi lançado”, completa McMillan.

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DO CONCEITO AO PRODUTO

Para dar início ao trabalho, os dois designers se reuniram, e Hatfield transmitiu todas as informações a McMillan. Ele ressaltou que o objetivo do projeto original era oferecer o máximo de conforto.

Para transportar o antigo esboço rumo ao futuro e concretizar o propósito de Hatfield, McMillan decidiu apostar na decisão de acrescentar as mais recentes inovações da Nike ao projeto. Entre elas estão tecnologias como o solado Air Max 1 Ultra, apresentado recentemente e utilizado no Air Max 1 Ultra Moire, com uma estrutura oca de Phylon. E também os cabedais que reduzem o volume sem abrir mão da sustentação, além da malha de monofilamento que ajuda a construir uma ponta fora do comum, sem prejudicar a circulação de ar. Assim, o conceito original de Hatfield tomou forma – e o Air Max anterior ao Air Max ganhou vida.

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“Adorei”, afirma Hatfield. “O tênis usa materiais e estrutura modernos. Acho que essa é a única maneira de fazer esse modelo. Não estamos mais no passado, as coisas mudam. Se tivessem me dado o projeto agora, eu também teria escolhido novos materiais”.

 

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Agora vamos à informação que todo mundo quer saber: O AIR MAX ZERO estará disponível para pré-venda por 24 horas a partir da meia noite do dia 22 de março pelo nike.com/sportswear.

A partir do dia 26 de março, data do AIR MAX DAY, o modelo poderá ser adquirido normalmente com exclusividade também no nike.com/sportswear.

Fonte: Nike