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A Nike Revelou Mais Detalhes Por Trás Da Reformulação Do Sistema De Amortecimento Shox

Ja havíamos dado uma explicação a respeito do retorno da tecnologia SHOX ao portfólio da NIKE, mas agora os responsáveis pela reformulação da tecnologia, Aaron Cooper e Greg Thompson explicam um pouco mais sobre a forma de encarar uma nova experiência com o calçado no pé e mantendo sua marcante estética futurista.

Cooper, designer industrial de formação, foi quem desenhou a nova proposta e queria criar uma experiência completamente nova para o usuário do calçado através de um sistema mecânico de amortecimento, buscando inspirações nos embrionários protótipos criados por Bruce Kilgore – que para quem não sabe quem é, ele foi responsável pela criação do AIR FORCE 1.

Outra importante referência para o designer é a fluidez, ao invés do conceito de rigidez vindo de uma mola, como nos modelos anteriores e sempre buscando uma redução na massa do produto final. Graças à nova base criada para o sistema de amortecimento, Cooper conseguiu chegar no resultado esperado, porque com ela, o amortecimento funciona com todas as peças de forma solidária, diferente do conceito mais independente trazido no SHOX R4.

Mantendo o conceito de fluidez e leveza, o novo sistema de amarração do modelo, batizado de speed laces, permite um ajuste preciso em questão de segundos, diferente dos cadarços convencionais, que levam um certo tempo para serem ajustados, além da nova proposta colaborar com a futurística estética final do modelo.

Mais ponto destacado pelo criador é o fato do tênis ser muito leve, trazendo uma certa sensação de alegria para quem o calça e esse aspecto psicológico vem de pesquisas feitas com atletas e que deveriam ser implantados no projeto, pois graças ao novo sistema, por mais que ele absorva os impactos de seus passos, você ainda consegue sentir o piso por onde anda responsável por tal sensação.

E as novidades não param por aí, até o solado foi muito bem projetado, com a gravidade trazida do nome para a região inferior do calçado. O padrão geométrico encontrado em cada uma das bases das colunas de amortecimentos foram inspiradas nas marcas que aparecem durante o funcionamento dos motores de foguetes, assim como suas cores emulam as explosões da combustão, a região branca remete à fumaça do lançamento, chegando até à região translúcida que seria a água que cerca a Florida, onde está o Cabo Caneveral, expoente espacial norte americano.

No geral a intenção era trazer uma tecnologia iniciada nos anos 1990 para projetos do futuro, abrindo o leque de trabalho para infinitas possibilidades e sempre tendo o conforto como ponto central dos trabalhos enquanto uma nova rodada de vendas acontece ainda nesta semana, mais precisamente na sexta feira.