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Adidas Nitro Charge 1.0 – Preview

Em 1994, surgia a primeira ADIDAS PREDATOR,  um modelo que mudou completamente o mercado de futebol.
Antes da PREDATOR original, uma chuteira era só o calçado que um futebolista iria usar na partida, cujos pré-requisitos básicos eram ser confortável e tracionar bem, além de passar despercebida durante o jogo.

O modelo criado pela empresa alemã adiciona uma placa de borracha na parte frontal, um conceito retirado das raquetes de ping-pong e que foi trabalhado para aumentar a potência do chute. Daquela data em diante, uma chuteira deveria, sobretudo, ajudar o seu usuário e a tecnologia embarcada ditaria o rumo do desenvolvimento dos calçados para futebol.

Com o passar do anos a ADIDAS privilegiou o desenvolvimento das peças em borracha, para também aumentar o efeito dos chutes, e em modelos seguintes adicionou itens de controle. A ADIPOWER PREDATOR foi o ponto final desse conceito, sendo considerada uma chuteira híbrida de verdade. Entretanto, nem este maior foco em controle impediu que a CTR360, um modelo somente de controle da NIKE, dominasse esse novo mercado.

No final de 2011, quando MICHAEL BALLACK apareceu testando uma nova chuteira, que tinha todos os elementos de um modelo focado só em controle, o mercado foi unanime em imaginar que a marca das 3 listras, finalmente, iria criar seu quarto silo. Entretanto, o que se viu foi aquele modelo ser lançado como a próxima PREDATOR, a LZ. Não havia mais a PREDATOR ZONE ou a POWERSPINE. A PREDATOR abandonava o mercado de POWERBOOTS e se tornava uma CONTROL BOOT.

É óbvio que os fãs não gostaram nem um pouco disso e, apesar da NIKE dar sinais de que também vai sair desse mercado, a ADIDAS finalmente irá lançar seu quarto silo – e esse lançamento será o retorno ao mercado de POWERBOOTS. O modelo já foi extensamente discutido por aqui, mas agora surgem as primeiras informações mais concretas.

Seu nome deverá ser NITRO CHARGE 1.0 e seu lançamento é previsto para Julho próximo, em azul/amarelo/branco e preto/amarelo/branco.
Falando em tecnologia, chama atenção o ENERGYSLING e ENERGYPULSE, além da parte traseira do cabedal em material têxtil. A soleplate é uma versão mais parruda da SPRINTFRAME, assim como era na ADIPOWER. Algumas fontes ainda informam que o modelo carrega uma tecnologia batizada de EXO, mas sem revelar maiores detalhes.

Quando a PREDATOR surgiu, seu elemento de borracha se concentrava na frente, para maior potência de chute, mas ao longo dos anos ele foi deslocado para a lateral, visando maior controle. Agora que a marca já tem uma chuteira somente para controle, o ENERGYSLING aparece na antiga posição, resgatando, de fato, o espírito da série e ficando na região perfeita para chutes de longa distância.

A outra tecnologia é a ENERGYPULSE, que deve se apresentar como a antiga POWERSPINE. Seu trabalho é não permitir que o pé se flexione em demasia ao acertar a bola, ou seja, seu princípio de funcionamento é o de ação e reação. Sendo assim, o reforço na midsole deverá garantir que a força do chute não seja perdida no movimento de flexão do pé ao receber a força contrária da bola. Outra vantagem do sistema é garantir maior estabilidade ao pé.

Ao mesmo tempo a marca alemã já prepara a segunda geração da LZ, que será batizada de PREDATOR LZ II.
Do seu lado, a NIKE prepara um modelo inédito que irá rivalizar com outra chuteira da ADIDAS. A competição entre as duas gigantes do setor nunca foi tão acirrada e mais informações sobre a segunda geração da LZ e esse novo silo da NIKE você confere em breve, aqui no SNEAKERSBR.