A Revolução Do PUMA Disc

EDITORIAL
16 jul 2025
Por: SBR Team

Avanços tecnológicos são parte fundamental do mercado esportivo e estão presentes em praticamente toda novidade que alguma marca anuncia.
Mas quando a gente fala de tênis, as tecnologias quase sempre recaem sobre o solado ou nos materiais usados na construção do cabedal, deixando de lado um elemento fundamental: seu ajuste, quase sempre feito através de cadarços. Há centenas de anos, eles são a escolha mais comum, sobrando pouco espaço para que algumas inovações se estabeleçam nesse meio.

A PUMA abraçou o desafio da substituição do sistema tradicional de amarração, e introduziu no início da década de 1990 o sistema DISC. Antes de falar do revolucionário disco, vale a pena a gente voltar algumas décadas e falar de outro momento na história da marca que reforça esse compromisso com inovações que vão além do “óbvio”.

Lembra daquele icônico pódio nos Jogos Olímpicos do México, em 1968, quando Tommie Smith e John Carlos ergueram seus punhos em protesto contra o racismo, onde eternizaram, também, o PUMA Suede?

Pois foi lá mesmo, durante uma das provas que levou John Carlos ao terceiro lugar da competição, que uma sapatilha com ajuste por velcros foi vista pela primeira vez - algumas pessoas acreditam ser o primeiro calçado com esse sistema. A sapatilha já chegou a aparecer até mesmo no programa Trato Feito, tamanho seu valor e importância.

Agora, de volta ao DISC, e hora de entender melhor como o sistema funciona.

Basicamente, uma catraca giratória é interligada com cabos (de kevlar ou nylon) que abraçam as laterais do cabedal, que são ajustados conforme o disco é rotacionado. Isso acontece através de três elementos cruciais, conhecidos como “Unidade de ajuste”, “Unidade Lateral” e “Unidade de Compressão”.

No decorrer dos anos, seu uso se estendeu por diversas categorias da PUMA, facilitando a vida não apenas dos atletas, mas também o das pessoas que se sentiam atraídas pelo visual futurista e tecnológico do DISC.

No atletismo, essa ausência de cadarços sempre trouxe segurança, uma vez que o ajuste era rápido, fácil e sem o perigo de algo desamarrar durante uma prova.
E os louros desse avanço tecnológico foram colhidos rapidamente, já que a PUMA viu atletas como Heike Drechsler, Dieter Baumann e Linford Christie subindo ao ponto mais alto do pódio das Olimpíadas de 1992, em Barcelona, usando calçados com o sistema DISC.

Nesse mesmo ano, o jogador de basquete Cedric Ceballos vencia de olhos vendados o Slam Dunk da NBA, o que lhe rendeu um contrato com a PUMA e, com o passar do tempo, o apelido de “DISCman”, já que foi ele quem ajudou a marca a se fortalecer dentro das quadras junto às catracas. Em outras quadras, as de tênis, o tcheco Karel Novacek foi o escolhido para inserir nesse esporte modelos como o PUMA Disc System Response.

Na memória de várias pessoas mundo afora, principalmente as familiarizadas com cultura sneaker, o destaque sempre ficou com o Disc Blaze, derivado do Blaze of Glory, que foi alvo de inúmeras colaborações e projetos especiais.
Já em solo brasileiro, é impossível falar de PUMA DISC sem falar do PUMA Disc Cell Aether 2.0, que dominou os pés de muita gente no começo dos anos 2000, sobretudo aqueles que flertavam com manifestações culturais vindas das periferias do nosso país, como o funk.
Fato é que o DISC é uma das tecnologias mais marcantes da história dessa indústria, e hoje vemos ela sendo adaptada a diversos tênis da PUMA, como esse GV Special feito junto ao designer Fumito Ganryu e o recém lançado Mostro de A$AP Rocky. A lista de colaboradores que optaram por modelos com este fechamento inclui Kith, Solebox e Bape, entre outras.

E pra você: qual o tênis mais marcante dessa história? O som da catraca ressoa na sua lembrança, ou você atualmente tem um DISC pra rodar? Não se esqueça de nos acompanhar para conhecer um pouco sobre tênis e a cultura que o envolve.