

Pode se dizer que o PUMA SUEDE nasceu em 1968, mas seu batismo passou por diversos nomes até chegar ao que o consagrou globalmente.

O SUEDE é tido como um dos primeiros tênis de uso casual, criado quando os tênis ainda eram feitos apenas para a prática esportiva. Inicialmente, foi chamado CRACK, termo que designa uma pessoa muito habilidosa. Atletas usaram o modelo nas Olimpíadas do México, especialmente nas cerimônias de premiação. Tommie Smith, fazendo o gesto característico do movimento Black Power - numa das imagens mais icônicas da história dos Jogos - calçava o modelo.

Em 1971, numa parceria com o jogador de basquete Walt Frazier, o tênis passou a se chamar CLYDE, apelido de Frazier. Ele queria um tênis de cano baixo para jogar, com uma nova cor para cada partida. Diz-se que mais de 390 cores foram usadas!. Como a marca não tinha os direitos do nome fora dos EUA, o tênis foi, enfim, nomeado internacionalmente e definitivamente como SUEDE.

Quando o rap, o breakdance, o grafite e o turntablism se uniram para formar o novo e revolucionário gênero chamado hip-hop, o modelo foi adotado pela cultura - especialmente por crews como Rock Steady Crew e New York City Breakers, com dançarinos de break adotando e divulgando o SUEDE organicamente em locais até então inacessíveis comercialmente para uma grande marca. No Reino Unido, mais um nome: chegou a ser chamado STATES.

Com o tempo, também ganhou espaço no skate e em outras subculturas - entre elas o skate. Nos 30 anos seguintes, o modelo mais icônico da PUMA permaneceu praticamente inalterado. Isso não significa que sua clássica faixa lateral e os painéis espaçosos não tenham sofrido algumas mudanças.

Apesar de variações de materiais e cores ao longo das décadas, o design clássico permaneceu quase inalterado. Em 2018, a Puma celebrou os 50 anos do SUEDE com dezenas de edições especiais e colaborações.