A Converse Está Espalhando Murais Ecológicos Pelo Mundo Através Do Projeto “City Forests”

EDITORIAL
20 out 2020
Por: SBR Team

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Você já ouviu falar em tinta fotocatalítica?

Trocando em miúdos e sem querer entrar no mérito científico, esse é um tipo de tinta que, basicamente, ajuda a despoluir o ar quando, na presença de luz UV, decompõe poluentes atmosféricos nocivos, convertendo-os em substâncias inofensivas.

Sim, essa é uma tecnologia pouco difundida, que já está entre nós há alguns anos e vem sendo objeto de estudos em universidades e organizações ligadas à sustentabilidade em todo o mundo.

Basicamente, é como se um mural pitado com tinta fotocatalítica funcionasse como uma “superfície purificadora ativa”, quase que – metaforicamente falando – como um grupo de árvores “plantadas” em superfícies aonde elas não poderiam crescer.

Foi esse paralelo entre uma tinta “despoluente” e árvores, os melhores despoluentes naturais que se conhece, que inspirou a Converse, marca que tem a sustentabilidade entre seus pilares principais e vem desenvolvendo sérias iniciativas a esse respeito – conheça mais do projeto Converse Renew nesse link – a lançar o “City Forests”, um projeto global que está juntando arte e sustentabilidade, ao espalhar painéis pintados com tinta fotocatalítica em diversas cidades do mundo.

O objetivo final da marca é pintar mais de 14 mil metros quadrados de murais ao redor do planeta, o que equivalera a, aproximadamente, 40 mil árvores.

No Brasil, São Paulo foi a primeira cidade escolhida, ganhando, na região central da cidade, uma empena assinada pelo artista Rimon Guimarães, cuja arte celebra a herança latina, as raízes dos povos locais, além de valores como ancestralidade e orgulho.

Rimon X Nazura

A obra foi batizada “Pindorama”, “uma referência aos povos indígenas brasileiros, que assim chamavam o Brasil antes do colonialismo”, nas palavras de Rimon, artista multidisciplinar autodidata, nascido em Curitiba e que já assinou murais em diversas cidades do mundo.

No processo de desenvolvimento da obra, Rimon teve ajuda de Nazura, artista da zona leste paulistana, pesquisadora de Afrofuturismo e do pensamento descolonial, que trabalha a espiritualidade e a presença negra de forma positiva e é parte da comunidade “All Stars”, programa global de incentivo a jovens talentos, sobre o qual você se informa melhor nesse post.

“Uma das coisas que mais admiro na arte é que ela vai além da estética”, declarou Nazura complementando: “nuca havia trabalhado em um mural dessa altura e adorei. Havia muito sentimento envolvido que fazia tempo que não sentia essa luz e vida, com pessoas se reunindo para criar um trabalho incrível”.

A região escolhida para o trabalho foi estratégica: o grande fluxo de pessoas e carros nos arredores do Minhocão, na capital paulista, vão fazer com que a tecnologia da tinta atinja o máximo do efeito desejado.

Voltando às analogias, a área pintada por Rimon equivale a 750 árvores, ou 36 campos de futebol e seu trabalho tem conexão direta com a própria natureza e o ponto de vista dos povos indígenas: “A sinergia que esses povos têm com a natureza é inegável. O pássaro e a onça pintada são animais simbólicos para eles. Por exemplo Kianumaka-Maná é a deusa onça do povo Menihaku. A paisagem remete aos tempos de quando São Paulo não era uma selva de pedra e se podia ver o horizonte com serras ao fundo, também os rios em abundância simbolizado pelos tons de azuis, com referências aos 4 elementos: terra, fogo como sol, água representada por azul e ar como pássaro.” Rimon complementa

Além de São Paulo, a Converse finalizou murais semelhantes em Bangkok, na Tailândia, e Warsaw, na Polônia, em parceria com dois artistas locais de cada país. Em Bangkok o tema que inspirou a ilustração foi a união, já que eram dois artistas com estilos diferentes, e a proposta foi misturar e comunicar a união do povo tailandês. Já em Warsaw, um futuro repleto de natureza com a mistura do urbano ao fundo. Ao total, os dois murais “plantaram” 930 árvores em lugares onde árvores não podem ser plantadas.

Para mais informações sobre os murais, é só visitar conversecityforests.com